Crime Organizado: Autoridades monitoram uso de aluguel por temporada para ocultar patrimônio ilicito
Investigação da Polícia Civil do RS e Receita Federal aponta para uso de plataformas de locação de imóveis por curta temporada para lavagem de dinheiro
23/06/2026
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul está investigando a possível utilização de plataformas de locação de imóveis por curta temporada para ocultar patrimônio adquirido com práticas ilícitas, como o tráfico de drogas e armas. A operação "Litus" deflagrada em maio de 2025 resultou na denúncia de 16 pessoas suspeitas de envolvimento em homicídios, tráfico e extorsão.
Segundo o delegado Gustavo Bermudes, responsável pela apuração, a investigação começou após a identificação de imóveis comprados com dinheiro obtido com atividades criminosas e registrados em nome de "laranjas" ou da companheira do líder do suposto esquema. "A análise de telefones apreendidos no curso da investigação nos possibilitou esta ampliação", disse o delegado.
A Receita Federal também está investigando a possibilidade de uso de plataformas de locação de imóveis por curta temporada para lavagem de dinheiro. A Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) do órgão incluiu o tema entre suas prioridades para este ano e elaborou orientações específicas inseridas no programa do Imposto de Renda (IRPF 2026).
As plataformas de locação de imóveis por curta temporada, como a Airbnb e a Booking, afirmaram que colaboram com as autoridades públicas e que adotam uma política de tolerância zero em relação a atividades criminosas. No entanto, os especialistas apontam que a falta de cooperação entre as forças de segurança estaduais e os órgãos federais de fiscalização financeira dificulta a identificação de irregularidades.
"A identificação das irregularidades ocorre por meio da análise financeira, patrimonial e fiscal realizada pelas autoridades de investigação, que buscam identificar incompatibilidades entre patrimônio, movimentação financeira, renda declarada e atividades econômicas desenvolvidas pelos investigados", explicou o Ministério da Justiça.
A operação "Litus" é um exemplo de como o crime organizado está utilizando as tecnologias para ocultar suas atividades criminosas. A investigação é um passo importante para combater a lavagem de dinheiro e proteger o patrimônio dos brasileiros.
A Polícia Federal investiga um grupo criminoso que contrabandeava sucatas de baterias do Uruguai para o Rio Grande do Sul. A operação "Retorno Paralelo" cumpriu mandados de busca e apreensão em sete cidades gaúchas e bloqueou contas bancárias. Um homem foi preso em flagrante com arma de fogo e munições.
Imagem: Divulgação
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito sobre a morte do agricultor Marcos Nörnberg, que foi atingido por sete tiros disparados por PMs em 15 de janeiro em Pelotas. Os investigadores consolidaram a suspeita de homicídio contra alguns dos policiais envolvidos na operação. Ainda falta a entrega de laudos balísticos pelo Instituto-Geral de Perícias.
Em continuidade às diligências realizadas pela equipe da DRACO de Pelotas na manhã de hoje, e após receber informações de equipe dos Bombeiros de Canguçu e da Polícia Civil de Morro Redondo, policiais civis desta Especializada deslocaram até a propriedade rural onde havia ocorrido um provável suicídio, e que possivelmente seria local de armazenamento de grande quantidade de drogas.
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