Contrabando de sucatas de baterias do Uruguai é investigado pela PF
Grupos criminosos movimentam mais de R$ 90 milhões no RS
23/06/2026
A Polícia Federal (PF) investiga um grupo criminoso que contrabandeava resíduos plásticos e sucatas de baterias do Uruguai para o Rio Grande do Sul. Segundo a PF, os investigados movimentaram mais de R$ 90 milhões em menos de dois anos.
A operação "Retorno Paralelo" foi realizada na terça-feira (23) em Santana do Livramento, Quaraí, Gravataí, Tramandaí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Esteio. A ação contou com mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis. Durante a operação, um homem foi preso em flagrante em Sapucaia do Sul. No local, os policiais encontraram sucatas de baterias sem a autorização ambiental e aduaneira exigida, além de uma arma de fogo e munições.
A investigação teve início em abril de 2025, a partir da apreensão de um caminhão contendo resíduos plásticos e sucatas de baterias de procedência estrangeira. Os investigados podem responder pelos crimes de contrabando, manejo de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana e ao meio ambiente, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A PF alerta que o contrabando de sucatas de baterias pode causar danos ao meio ambiente e à saúde pública. Além disso, o grupo criminoso também pode ter movimentado dinheiro por meio de lavagem de dinheiro, o que é um crime grave.
A operação "Retorno Paralelo" é mais um exemplo da ação da PF no combate ao crime organizado no Rio Grande do Sul. A polícia está trabalhando para identificar e prender os responsáveis pelo contrabando e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil do RS e a Receita Federal estão investigando a possível utilização de plataformas de locação de imóveis por curta temporada para ocultar patrimônio adquirido com práticas ilícitas, como o tráfico de drogas e armas. A operação "Litus" deflagrada em maio de 2025 resultou na denúncia de 16 pessoas suspeitas de envolvimento em homicídios, tráfico e extorsão.
Imagem: Divulgação
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito sobre a morte do agricultor Marcos Nörnberg, que foi atingido por sete tiros disparados por PMs em 15 de janeiro em Pelotas. Os investigadores consolidaram a suspeita de homicídio contra alguns dos policiais envolvidos na operação. Ainda falta a entrega de laudos balísticos pelo Instituto-Geral de Perícias.
Em continuidade às diligências realizadas pela equipe da DRACO de Pelotas na manhã de hoje, e após receber informações de equipe dos Bombeiros de Canguçu e da Polícia Civil de Morro Redondo, policiais civis desta Especializada deslocaram até a propriedade rural onde havia ocorrido um provável suicídio, e que possivelmente seria local de armazenamento de grande quantidade de drogas.
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