O caso de violência que chocou o Rio Grande do Sul envolve um menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo pai, um missionário norte-americano, em Viamão. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, também está presa, mas sua defesa alega que ela é vítima de violência doméstica e que foi impedida de pedir socorro. O caso levanta questões sobre a falha do sistema em proteger a família e sobre a violência doméstica que pode ocorrer dentro de famílias que parecem normais.
O que aconteceu
O menino de 3 anos, Oliver Golden Grayson, morreu na noite de quarta-feira (8) após ser espancado pelo pai, Dandre Jermaine Grayson, em Viamão. O pai confessou o crime e está preso desde domingo (5). A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, também está presa preventivamente por suspeita de omissão. No entanto, sua defesa alega que ela também é vítima de violência doméstica e que foi impedida de pedir socorro.
A defesa de Mayanna afirma que ela casou com Dandre aos 19 anos e que o casal viajou dos Estados Unidos para o Brasil, onde moraram em outros dois estados antes de chegar ao RS. A mulher tem pais norte-americanos e nasceu no Japão, portanto, tem dupla cidadania. No entanto, ela não teria acesso a dinheiro, telefone celular, televisão ou rádio, e seria proibida de contatar a própria família, que é religiosa e vive nos Estados Unidos.
Os advogados de defesa de Mayanna relatam um suposto caso de privação de liberdade e afirmam que ela não pode ser suspeita de omissão por, no entendimento da defesa, tratar-se também de uma vítima. A defesa afirma que Mayanna não poderia deixar os domicílios pelos quais o casal passou nos últimos anos nem para parir os cinco filhos que tiveram. "Os partos todos foram feitos em casa por ele. Então, a gente vê que existe uma grande submissão", afirma o advogado André von Berg.
O cenário atual
A Polícia Civil afirma que o menino de 3 anos teria sido espancado pelo próprio pai em Viamão. O missionário norte-americano confessou o crime e está preso desde domingo (5). Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado "bom dia". O menino estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre e morreu na noite de quarta-feira (8).
A defesa de Mayanna afirma que ela "é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente". A defesa afirma que Mayanna não pode ser suspeita de omissão por, no entendimento da defesa, tratar-se também de uma vítima. Os advogados devem formular um pedido de liberdade nesta sexta-feira (10).
9 anos é o tempo que a família vive no Brasil, e 8 meses é o tempo que eles vivem em Viamão. A família tem 5 filhos, e o menino que morreu era o mais novo.
Impacto para a população
O caso choca o Rio Grande do Sul e levanta questões sobre a falha do sistema em proteger a família. A prefeitura de Viamão admite que o Estado falhou em proteger a família. O caso também levanta questões sobre a violência doméstica que pode ocorrer dentro de famílias que parecem normais.
Os moradores de Viamão estão chocados com o caso e afirmam que a família parecia normal. No entanto, a defesa de Mayanna afirma que ela era vítima de violência doméstica e que foi impedida de pedir socorro. O caso é um lembrete de que a violência doméstica pode ocorrer em qualquer lugar e que é importante estar atento aos sinais de alerta.
"Ela era impedida por ele de pedir socorro. Há nove anos o sistema como um todo falha com essa família, porque é uma estrangeira num país que ela não conhece a lei, não tem nenhum familiar perto e uma rede completa falhou na proteção dela e das crianças", afirma a advogada Isabel Cochlaf.
Contexto histórico
O caso de violência doméstica que resultou na morte do menino de 3 anos é um lembrete de que a violência doméstica é um problema grave no Brasil. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, 1.313 casos de violência doméstica foram registrados no estado em 2022.
O caso também levanta questões sobre a falha do sistema em proteger as vítimas de violência doméstica. A defesa de Mayanna afirma que ela foi impedida de pedir socorro e que o sistema falhou em protegê-la e às crianças.
Em conclusão, o caso de violência que chocou o Rio Grande do Sul é um lembrete de que a violência doméstica é um problema grave que pode ocorrer em qualquer lugar. É importante estar atento aos sinais de alerta e buscar ajuda se necessário. A defesa de Mayanna afirma que ela é vítima de violência doméstica e que foi impedida de pedir socorro, e o caso é um lembrete de que o sistema pode falhar em proteger as vítimas.