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Imobiliária em Porto Alegre sob investigação

Empresa é suspeita de apropriação indébita de recursos de condomínios

Imobiliária em Porto Alegre sob investigação
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Investigação em Curso

A Polícia Civil de Porto Alegre está investigando uma imobiliária local suspeita de apropriação indébita de recursos de condomínios. A empresa, que até recentemente mantinha um escritório na cidade, fechou suas portas sem comunicar os síndicos e fornecedores, deixando uma trilha de dívidas e incertezas.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Raul Vier, mais de 20 registros de ocorrência relacionados à imobiliária já foram confirmados. A suspeita é de que a empresa recebia recursos dos condomínios para administrá-los, mas não quitava todas as contas, incluindo despesas com serviços essenciais como limpeza e água.

Condomínios Afetados

Um dos condomínios afetados é o localizado no bairro Auxiliadora, cujo síndico, Luís Madeira, relatou que só ficou sabendo da situação quando um fornecedor o procurou para cobrar um serviço de limpeza não pago. "Estamos preocupados. Não consegui mais contato com a assessora que falava comigo, e temos R$ 80 mil da conta do condomínio que estão vinculados à administradora. Não sabemos como retirar esses recursos", afirmou.

Além disso, o condomínio enfrenta problemas com contas de água em aberto, pois o recurso da cota condominial paga pelos moradores não foi utilizado para pagar as despesas. O síndico está analisando medidas para recuperar os valores e garantir a continuidade dos serviços essenciais.

A defesa da imobiliária, por meio de sua advogada, Juliana Leopardo, afirmou que a empresa está colaborando com as autoridades e trabalhando para esclarecer os fatos. A imobiliária também emitiu um comunicado informando que está realizando um processo de reorganização administrativa e financeira, e que entrará em contato com cada condomínio para prestar esclarecimentos e apresentar as medidas necessárias.

Próximos Passos

A Polícia Civil informou que vai ouvir síndicos de condomínios vítimas e representantes da empresa antes de chegar a uma conclusão. Enquanto isso, os condomínios afetados buscam soluções para recuperar os recursos retidos e garantir a administração correta de suas propriedades.

  • A investigação está em curso, e a Polícia Civil pede que eventuais vítimas ou testemunhas se manifestem.
  • Os condomínios afetados devem buscar orientação jurídica para proteger seus interesses.
  • A comunidade gaúcha deve ficar atenta a possíveis irregularidades em empresas que prestam serviços de administração de condomínios.

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